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Dê início à sua viagem sensorial pelo Parque

A História do
Parque Terra Nostra A História do
Parque Terra Nostra

Há um jardim no Vale das Furnas

vive nele uma história com mais de duzentos anos

1700
1700

1782

Thomas Hickling adquire a propriedade: agora seu refúgio e o início de tudo

Thomas Hickling, um comerciante de Boston, encantado pela beleza transcendente dos Açores, estabelece-se na ilha de São Miguel.

Curioso com os fenómenos geotermais das Furnas, de que tanto ouve falar, faz a sua primeira visita e promete voltar.

Em 1782 cumpre a promessa, compra a propriedade e nela alimenta o repouso do seu corpo e o estímulo do espírito.

É plantado o Quercus robur, um carvalho-roble que nos desarma com a sua nobreza até hoje.

A plantação deste Carvalho é vizinha do tanque de água termal e traça o início de um percurso que nos conduz às mais importantes coleções do Parque Terra Nostra.

1783

Ergue-se Yankee Hall, o tanque e a semente do jardim: o novo lazer

Yankee Hall é a primeira casa de campo construída nas Furnas e existem registos de que Thomas Hickling, em tempos, a chamou de liberdade: Hall of Liberty.

Em 1783, ergue-se a casa e um distinto tanque de recreio. Um tanque com uma ilha ligada à margem, espaço para a pesca e passeios de barco ou para a simples adoração das belas aves exóticas que animam o local. Em volta, é plantado um arboreto, surgindo uma nova forma de lazer.

Thomas Hickling abre as portas ao convívio, sem distinção de classes ou estatuto, e deixa a semente da paixão pelo jardim.

1700
1800
1800

1848

Viscondes da Praia adquirem a propriedade: o esplendor e o requinte

Thomas Hickling Jr., que herdara a propriedade do seu pai, vende-a mais tarde, em 1848, aos Viscondes da Praia.

A Viscondessa, com um especial interesse pela botânica, e o Visconde, conhecido pelo seu ímpeto reformista, adquirem a propriedade e dão início à sua ampliação e reabilitação.

A passagem deste espaço mágico para o seio de outra família vem com a ressalva de que o parque deve manter-se de uso público, sob forma de um local de convívio sui generis, capaz de despertar os sentidos de quem por ali passa.

1852

Construção da Casa do Parque: cinco décadas depois de Yankee Hall

A veia reformista do Visconde da Praia potencia a demolição da conhecida Yankee Hall que, após mais de cinco décadas de desgaste, evidencia a necessidade de se erguer um novo edifício. Surge assim a Casa do Parque.

 

Esta torna-se o ponto de partida para todos os sonhos em mente e projetos no papel. Assim, é excecutada a requalificação de toda a propriedade, com o apoio de jardineiros estrangeiros, como o inglês William Webster.

 

Cresce o número de terrenos contíguos ao parque, o tanque de recreio ganha uma nova e maior dimensão e, em redor, é plantado o prestígio e poder das araucárias, o ex-líbris da propriedade.

1872

António Sousa herda o Parque: mais terrenos e espécies exóticas

Após o falecimento do pai, António Borges de Medeiros Dias da Câmara e Sousa, 2º Visconde da Praia, alimenta a tradição. Avança com as obras de expansão e valorização do parque e altera o seu desenho para o traçado que hoje apresenta.

 

Somam-se terrenos, são introduzidas novas espécies exóticas e tornam-se também notáveis as crescentes novidades, como a emblemática serpentina, ligada à Casa do Parque por uma escadaria de 50 degraus.

1880

É lançada a Avenida das Palmeiras: a beleza nos detalhes

Na década de 1880 é lançada a Avenida das Palmeiras.

 

Aparecem os lagos e as pequenas grutas, pontes e bancos de jardim, acompanhados, ao detalhe, por elementos decorativos que salientam um aspeto mais ordenado e formal.

1896

É inaugurado o Memorial aos Viscondes da Praia: o escudo das famílias

Em 1896 é erigido um monumento em memória dos Viscondes da Praia, pensado por António Borges de Medeiros Dias da Câmara, o filho.

Erguido sob a forma de um obelisco em mármore, tem na sua base criaturas lendárias, grifos que seguram quatro escudos de armas.

Estes escudos representam a família Borges, com um leão rodeado de flores-de-lis; a Medeiros, com cinco cabeças de águia; a Dias, com uma estrela de dez pontas e a Câmara, com um castelo e dois lobos.

1899

É construído o Açucareiro: mirante ou belvedere

Em 1889 surge a divina construção octogonal, designada localmente por Açucareiro, que domina as zonas inferiores do parque e serve como miradouro.

1800
1900
1900

1901

Visita de Rei Dom Carlos e Rainha Dona Amélia: a cerimónia e o discurso

Após o desembarque e estadia de 3 dias em São Miguel, Dom Carlos e Dona Amélia são recebidos na Casa do Parque, onde ficam alojados.

Conhecem e percorrem um jardim iluminado, com balões ao largo dos caminhos e entre as árvores.
Contemplam a beleza de uma receção surreal, acompanhada pelo caraterístico rebentar de um fogo de artifício, desenhado nos céus e refletido nas águas do tanque.

Na hora da despedida, o monarca faz um discurso e afirma que nunca antes, no seu reinado, o seu coração fora tão vivamente tocado como durante a estadia nos Açores.

1904

Visita do Príncipe Alberto I do Mónaco: os jardins e as águas

Em 1904, o Príncipe Alberto I do Mónaco visita os Açores.

 

Fascinado pelas relíquias naturais que o arquipélago oferece, afirma que este é um jardim de águas profundas e um laboratório natural.

Estabelece fortes ligações com o arquipélago que lhe permitem alcançar um conhecimento científico sem precedentes.

1936

Vasco Bensaude adquire o Tanque: manter, expandir e consolidar

Vasco Bensaude, com a sua tão própria integridade e habilitações para gerir negócios, adquire o Tanque, que rapidamente toma o nome de Parque Terra Nostra.

 

Homem de interesses variados - a leitura, a fotografia, as ciências naturais e o mar - é desde cedo apaixonado por plantas.

 

Serve-se do estudo teórico e do peso da prática para conhecer e dominar as condições, adubos e métodos adequados para preparar e preservar as plantas, registando todos os seus cuidados no manuscrito "Notas Hortícolas”.

 

Com o apoio e contribuição do jardineiro escocês, John McEnroy, dá-se início a uma nova época de desenvolvimento e restauração do Parque Terra Nostra.

1970

Estátua a Thomas Hickling: a inauguração

É inaugurada a estátua dedicada a Thomas Hickling, oferecida pela Junta Geral do Distrito de Ponta Delgada.

 

Pela sua grande carga simbólica e histórica, encontra-se hoje no início do percurso que leva às áreas mais elevadas do Parque Terra Nostra.

1990

Apresentação da proposta de reabilitação: por Joaquim Bensaude

Joaquim Bensaude, apreciador e conhecedor do espaço verde em que se vê crescer, apresenta uma proposta de reabilitação ao Conselho de Administração do Grupo Bensaude.

Com o intuito de aproveitar o enorme potencial do parque, defende que se deve proceder a uma intervenção, cujo objetivo é avaliar o seu estado fitossanitário e restabelecê-lo.

 

Em 1990, a proposta é acolhida pelos membros da Presidência do Grupo.

1992

Início da reabilitação: na rota dos grandes parques mundiais

Iniciam-se as obras de reabilitação e é o arboricultor Richard Green quem faz o estudo e a análise da flora arbórea da propriedade, ficando a renovação do jardim entregue a David Sayers e Fernando Costa, o jardineiro-chefe do parque.

 

Com a colaboração de todos, são introduzidas várias coleções botânicas que se tornam uma referência a nível internacional e colocam o Parque Terra Nostra na rota dos grandes jardins mundiais.

1993

O Jardim de Vireias: um percurso de flores vistosas

Uma das espécies introduzidas no parque por David Sayers e Richard Green são os rododendros-da-malásia, símbolo de perigo e fuga, na linguagem das flores oitocentista.

Esta secção nasce após as obras de renovação e eleva o Terra Nostra ao estatuto de único parque botânico europeu onde este grupo de plantas se desenvolve ao ar livre.

O Jardim de Vireias é conhecido pelo longo período de floração dos rododendrons que o compõem.

1994

O Jardim de Endémicas: a flora autóctone açoriana

Fernando Costa inicia o primeiro Jardim da Flora Endémica e Nativa dos Açores, que nos transporta até algumas das maiores relíquias da floresta regional.

 

Com uma elevada densidade e diversidade de espécies, o Parque Terra Nostra abriga e dá vida a algumas das plantas mais representativas da flora autóctone açoriana.

1995

Coleção de Fetos: a arte e o romance

A Coleção de Fetos, símbolo da humildade e salvação, é introduzida no Parque Terra Nostra em 1995. Vive na zona envolvente do riacho de água férrea, uma vez que os fetos beneficiam de uma elevada humidade ambiental.

 

O Vale dos Fetos, junto à Serpentina, é um dos recantos icónicos do parque, evocando ecossistemas exóticos e luxuriantes.

 

Ao longo do tempo, estas plantas são alvo de coleções, servem a arte e montam paisagens românticas.

1998

O Jardim das Flores: um estilo com nuances de Inglaterra

Em 1998, Fernando Costa desenha o Jardim de Flores após uma viagem a Inglaterra.

Inspirado nos muitos border gardens junto a paredes ou sebes naturais, pensa e cria esta área com criatividade, extravagância de cores e expressão.

1999

Coleção de esculturas zoomórficas: histórias do tempo

Em 1999, o jardineiro-chefe do parque inicia a Coleção de esculturas zoomórficas, revestidas de musgos e plantas trepadeiras.

 

Podemos observá-las junto à Alameda da Memória.

1900
No último século
No último século

2000

Coleção de Cycadales: uma troca de referência

Perpetuando a tradição de introduzir espécies exóticas nos Açores, surge no parque uma das Coleções de Cycadales mais completas da Europa, no ano 2000.

A história desta coleção tem início na troca de plantas com um colecionador alemão, Christian Muller, que visita o parque e se deixa deslumbrar por uma árvore exótica (Cunninghamia lanceolata), da qual recebe um exemplar. Retribui o gesto, oferecendo algumas espécies do género Cycas.

Assim nasce a possibilidade de introduzir uma nova coleção no parque: plantas que se assemelham a palmeiras, embora distintas e muito mais antigas.

O nicho ecológico é construído pela equipa de Fernando Costa, assegurando assim as condições ideais ao desenvolvimento destas plantas raras.

2004

Coleção de Camélias: a residência dos deuses

As Cameleiras, outrora cultivadas nos jardins dos templos e em locais de culto, chegam ao Parque Terra Nostra.

 

Apresentando condições edafoclimáticas ideais para o seu cultivo, aqui vive uma das maiores e mais completas coleções da Europa, iniciada pelo jardineiro-chefe do parque, Fernando Costa, em 2004.

 

A florir no Outono, assim se mantêm durante cerca de seis meses.

2007

Wollemia nobilis: o pinheiro em perigo crítico de extinção

Patricia Bensaude Fernandes oferece a possibilidade de introduzir a espécie Wollemia nobilis no Parque Terra Nostra, passando a ser o primeiro exemplar desta espécie plantado num parque botânico português.

 

Esta árvore foi adquirida num leilão da Sotheby’s e plantada em memória de Elie Bensaude Markovitch.

2009

Coleção de Bambus: uma floração sincronizada

O jardineiro-chefe inicia a Coleção de Bambus no parque em 2009.

 

A floração destas plantas ocorre em ciclos longos e, por vezes, sincronizada para os bambus de uma mesma espécie.

 

Em certas culturas, a planta é símbolo de vitalidade, disciplina e integridade e em muitas comunidades rurais é utilizada na manufactura de diversos objetos.

 

No Parque Terra Nostra, encontramos o Jardim de Bambus junto a duas alamedas: A Alameda da Memória e a Alameda de Ginkgos.

2011

Coleção de Bromeliáceas: a distinção e luxo do ananás

Em 2011, o jardineiro-chefe dá início à Coleção de Bromeliáceas, ou Bromélias, no Parque Terra Nostra.

 

A diversidade de espécies é enorme e a adaptação aos ambientes mais adversos também.

 

Esta família de plantas inclui o ananaseiro, que se associa, frequentemente, aos Açores. É no século XIX que José Bensaude faz os primeiros ensaios agrícolas com esta espécie, para fins comerciais na ilha de São Miguel e, em 1864, dá-se a primeira exportação de ananases para o mercado inglês, com destino à mesa da rainha Victoria.

2012

Victoria cruziana: o fenómeno do nenúfar-gigante

O cultivo de Victoria cruziana é introduzido no Parque Terra Nostra em 2012, um dos únicos jardins de Portugal que consegue manter esta planta ao ar livre.

 

Um visitante checo, que mantém esta espécie em estufa, oferece sementes a Joaquim Bensaude e sugere que experimente cultivá-la ao ar livre.

 

Para tal, o jardineiro-chefe e a equipa constroem 3 tanques, com paredes aquecidas por água termal, de forma a criar um habitat adequado ao desenvolvimento das plantas.

 

Nesse mesmo Verão, a planta floresce, frutifica e produz sementes viáveis.

2014

Camellia Garden of Excellence: o prémio para uma coleção ímpar

Em 2014, a Associação Internacional de Camélias atribui ao Parque Terra Nostra o prestigiado galardão Camellia Garden of Excellence.

 

É reconhecida a qualidade ímpar da sua coleção e o mérito da equipa que a constituiu e mantém.

2015

Busto de Bronze Vasco Bensaude: o criador da Alameda de Ginkgos

Em 2015, a Família Bensaude homenageia Vasco Elias Bensaude, com um busto de bronze colocado no início da Alameda de Ginkgos.

 

Esta sublime Alameda, ladeada por exemplares de Ginkgo biloba, é construída na década de 1930, por seu desejo.

2015

The Gardener’s Garden: entre os 250 melhores jardins do mundo

Em 2015, o Parque Terra Nostra é incluído em The Gardener’s Garden, da Phaidon Press, sendo considerado um dos 250 melhores jardins do mundo e um dos ex-líbris de São Miguel.

2016

Reconstrução do Jardim de Flores: as cores das estações

Em 2016, Carina Costa, projeta a reconstrução do Jardim das Flores.

 

Este jardim é hoje uma área aberta onde encontramos um conjunto de canteiros com plantas anuais, que se renovam de acordo com o período de floração, para manter o contraste de cores ao longo das diferentes estações do ano.

 

É um circuito rico, com um aspeto formal, atrativo e muito equilibrado.

2017

1º Prémio na Exposição de Camélias do Porto: a diversidade nas plantas

Em 2017, na Exposição de Camélias do Porto, uma das mais importantes da Europa, o Parque Terra Nostra apresentou flores da espécie Camellia nitidissima e foi agraciado com o 1º Prémio.

 

Um dos constantes objetivos da equipa do Parque é a génese de novos cultivares que permitam aumentar a diversidade morfológica das plantas.

2017

Coleção de Orquídeas: em viveiro

O jardineiro-chefe, Fernando Costa, inicia a Coleção de Orquídeas em 2017.

 

É uma coleção pequena, ainda dentro do viveiro, mas existe espaço para crescer, ser repensada e tornar-se numa das coleções principais num futuro próximo.

2017

Coleção de Plantas Aquáticas: as plantas do lago

Fernando Costa inicia a Coleção de Plantas Aquáticas em 2017, um dos projeto mais recentes do Parque.

 

Este lago encontra-se no patamar inferior do Parque Terra Nostra.

2018

Jardim da Flora Endémica e Nativa dos Açores: inspirado na ilha

Em 2018, Carina Costa repensa e amplia o Jardim da Flora Endémica e Nativa dos Açores.

 

Sempre com o objetivo de diversificar e enriquecer o Parque Terra Nostra, o jardim é renovado com novas espécies, evidenciando a importância da sua preservação e demonstrando que a flora autóctone também tem valor ornamental, capaz de embelezar qualquer jardim.

 

É também criado um novo espaço, inspirado nas paisagens naturais das ilhas, simulando as altitudes das zonas montanhosas e costeiras.

2021

Remodelação da Casa do Parque: agora Botania Hall

Palco dos mais diversos eventos ou estadias e paragem obrigatória de figuras célebres, a Casa do Parque sofre uma nova remodelação em 2021, para que possa cumprir com os novos parâmetros de exigência e conforto de quem a procura visitar.

 

Passa a ser conhecida por Botania Hall.

2023

Uma obra de referência no Parque Terra Nostra: a inauguração do projeto

Juntam-se as referências do parque, com as referências da cultura paisagista ocidental de vários jardins e assim nasce a obra.

É desenhado um novo projeto que vem uniformizar toda a área e somar intervenções ao Parque Terra Nostra, desde as bilheteiras aos balneários, que se mesclam com o esplendor da natureza.

Em 2023, é possível oferecer uma nova experiência a todos os visitantes do parque.
No último século